quinta-feira, 16 de junho de 2011

Miniaturas Marvel

     A Panini traz para o Brasil a coleção de miniaturas Marvel! Fabricadas pela Eaglemoss, as figuras são todas esculpidas em chumbo e pintadas a mão! Tanta qualidade assim (ainda mais nessa porra de país) é lógico chega com um preço bem salgado, com cada miniatura custando a média de 40 reais!!!
     O preço salgado ( somado ao lançamento quinzenal) pode afastar os consumidores, mas ainda assim a procura vai ser grande atrás dessas magnificas figuras (nas bancas aqui estão sendo bem procuradas)!
     A pior notícia (depois do preço lógico) é que aqui no Brasil serão lançadas apenas algumas delas, enquanto na europa onde são comercializadas, já passam de 150 exemplares, e existem diversos Packs Especiais! Abaixo a imagem da algumas das miniaturas ( as 15 primeiras serão lançadas pela Panini)!
Magneto, Wolverine, Dr. Octopus, Homem Aranha, Coisa

 Fênix,  Homem de Ferro,  Demolidor,   Tempestade,     Thor
Blade, Surfista Prateado, Duende Verde, Capitão América, Dr. Destino

Shocker, Bishop. Valquíria, Mandarim, Homem Impossível


Dead Pool, Mistério, Jaqueta Amarela, Luke Cage, Super Skrull

Mulher Aranha, Electro, Cable, Dormammu, Raio Negro

Namor , Loki , Mulher Hulk , Mistica , Doutor Estranho


Fera, Elektra, Tocha Humana, Justiçeiro, Gata Negra

Nick Fury, Lagarto, Polaris, Nova, Feitiçeira Escarlate


Capitão Britânia, Motoqueiro Fantasma, Kraven, Mephisto, Ciclope

Anjo, Venon, Homem de Gelo, Caveira Vermelha, Gambit

Ultron, Homem Areia, Senhor Fantástico, Vampira, Pantera Negra

Mulher Invisível, Noturno, Medusa, Punho de Ferro, Lince Negra

Toupeira, Caveleiro da Lua, Deathlocke, Dentes de Sabre, Soldado Invernal

Genis Vell, Emma Frost, Visão, Mercenário, Gavião Arqueiro








Quasar, Prowler, Estrela de Fogo, Missil, Triton







Hulk

sábado, 11 de junho de 2011

Asilo Arkham (Arkham Asylum, 1990)


"- Mas eu não quero me encontrar com gente louca - observou Alice.
- Você não pode evitar isso - replicou o gato.
- Todos nós aqui somos loucos.Eu sou louco,você é louca!.
- Como você sabe que eu sou louca? - indagou Alice.
- Deve ser - disse o gato - Ou não estaria aqui!"
                                                       - Lewis Carroll


Quão tênue é a linha que separa a sanidade da loucura? Como pode um indivíduo afirmar categoricamente que é normal? É com base nessa ideologia que se conceitua Asilo Arkham de Grant Morrison – de Os Invisíveis.
Depois de uma rebelião no Asilo Arkham – manicômio onde estão encarcerados os maiores vilões de Gotham City, eles dominam o local, e comandados pelo Coringa, exigem a presença no local, do maior de todos os loucos: Batman.


“Assim que nascemos, choramos por nos vermos neste imenso palco de loucos!”
                                                               - William Shakespeare


A narrativa de Grant Morrison se baseia no passado de Amadeus Arkham – fundador do Asilo Arkham e também um “ex-interno” – na perspectiva de Coringa e do próprio Batman. Juntando a visão desses personagens sobre a sociedade, intercaladas pela participação de outros icônicos inimigos do morcego – com direito a uma participação excelente de Duas-Caras – Asilo Arkham surpreende e passa a ser mais que uma HQ, e se torna uma espécie de ensaio sobre a loucura.
Como se não bastasse a boa narrativa de Morrison, as ilustrações psicodélicas e abstratas de Dave McKean dão o tom sombrio nescessário para a obra. No final da HQ, como um bônus, ainda tem inscrições e citações de alguns dos personagens sobre a forma como eles vêem o mundo.
Vasculhando a mente sombria dos internos, passando pelos métodos de tratamento, pela mente personalidade ímpar do Coringa, e pelas fraquezas e convicções de Batman, Morrison cria uma história fantástica, e profunda onde o próprio leitor irá se perguntar o quão são ele próprio é!

                                                     “Vá se divertir lá fora, no ASILO!”
                                                                                             - Coringa



Roteiro: Grant Morrison
Arte: Dave McKean
Editora: DC


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Baltimore e o Vampiro (Baltimore, 2007)


A mente criadora de Hellboy e suas fantásticas aventuras, se une a Christopher Golden renomado escritor de fantasia americano, para juntos criarem Baltimore, uma história de terror clássico, que segue as boas fórmulas do gênero, foge de clichês, mas não empolga como deveria.
A narrativa começa com Baltimore e seu pelotão em plena Segunda Guerra Mundial na batalha contra os Hessianos. Numa manobra arrojada e mal planejada, eles acabam caindo numa emboscada onde são arrasados. Baltimore o único sobrevivente, está caído no campo de batalha quase morto, quando vê estranhas criaturas aladas se alimentando do que restou de seu pelotão. Baltimore acaba atacando essa criatura e ferindo-a, mas o carniceiro revela ser mais do que parece e jura vingança contra Baltimore e sua raça.
A partir daí os holofotes, saem de Baltimore e passam para: Demetrius Aischros, Lemuel Rose e Thomas Childress, três cavalheiros que recebem um convite de Baltimore para comparecer em um determinado local e esperarem por ele. Enquanto se conhecem cada um conta como e onde conheceu Baltimore, e quais experiências sobrenaturais vivenciaram para levar a acreditarem nessa história.
A narrativa é bem detalhada e fluente, e consegue transportar o leitor com facilidade para “dentro” das páginas, e passar com muita competência o clima de destruição e doença da época da Guerra, cenários góticos, lúgubres, e pestilência por todo o local. Por outro lado o ritmo do livro não empolga, e não consegue fazer com que o leitor passe muito tempo “dentro” do livro.
O livro lembra um livro de contos, mas o mais interessante é a composição dele. Intercalando cada capítulo, ele traz uma passagem do conto O Soldadinho de Chumbo de Hans Christian Andersen, trechos que servem de referencia para a própria jornada de Baltimore, que acaba tendo o mesmo destino do soldadinho, como se fosse uma versão distorcida da história.
Eu não sei qual função teve Christopher Golden – embora tenho quase certeza que foi ele quem escreveu a narrativa – mas para quem é fã de Hellboy fica evidente a presença de Mignola, seja pelas ilustrações sombrias e envolventes, como pela imaginação, afinal durante as narrativas de Aischros, Rose e Childress, eles contam as situações sobrenaturais que já tiveram. Para quem leu Hellboy sabe que Mignola adora transformar lendas e mitos em verdadeiros contos de terror, e a história do Urso, da cidade das marionetes e do El Cuero (uma das mais bizarras criaturas criadas por Mignola) não deixam a desejar.
Tirando o ritmo arrastado o livro é excelente, e lembra em muito a obra de Bram Stoker, seja a narrativa intercalada ( que no caso de Drácula, era feita através de diários) seja pelo aspecto comportamental dos vampiros (que se assemelha a visão de Stoker, e não tem nada de encantadora dos “vampiros atuais”) e ainda conta com uma batalha final (coisa que não tinha em  Drácula, que era também muito “arrastado”). Pode não entrar para a história, mas é um horror clássico de muito bom gosto! Recomendado!


Escritor: Mike Mignola / Christopher Golden