sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A Guerra dos Tronos (The Game of Thrones, 1996)



Aclamado por muitos como o novo Tolkien, George R. R. Martin é o responsável pela maior obra de fantasia desde o Senhor Dos Anéis, a série As Crônicas de Fogo e Gelo.
Apesar de muito comparado a Tolkien, vale ressaltar que existem muitas diferenças entre os dois escritores. A narrativa de ambos é excelente, e rica em detalhes, com cenários magníficos e com personagens carismáticos e verossímeis, porém enquanto a literatura de Tolkien é mais versada para aventura, exploração e fantasia – cheia de masmorras, cidades perdidas e monstros – a de Martin é mais politizada, cheia de tramas e jogos de poder, enquanto a fantasia é – pelo menos no primeiro livro – só um mito, uma coisa que não pertence mais ao mundo atual e a muito desapareceu - mas ainda sim existe, oculta, esperando para aflorar, como o nascimento dos dragões que aparecem no final do primeiro livro. 
A Guerra dos Tronos o primeiro livro da série, conta a história de Eddard Stark, senhor de Winterfell, que é “convidado” pelo seu rei e amigo Robert Baratheon para ocupar o cargo de “Mão do Rei”, sem muitas opções, Eddard deixa o frio do norte, e ruma em direção ao sul. O que ele não sabe é que a antiga “Mão do Rei” Jon Arryn, não morreu de causas naturais, mas foi na verdade assassinado numa conspiração que visa conquistar o trono, os conspiradores? Os Lannister. Agora perdido em meio a uma terrível conspiração, e com um rei tão cabeça dura e orgulhoso como Robert, Eddard está praticamente sozinho contra os Lannister que ocupam quase todos os cargos de poder do reino, numa batalha desleal entre Lobos e Leões, e quando se joga o jogo dos tronos, ganha-se ou morre.
Do outro lado do oceano, Daenerys Targaryen e seu irmão Viserys são os últimos descendentes de Aerys Targaryen, o último rei dos sete reinos, e agora planejam uma jornada de vingança para reclamar seu lugar.
A narrativa é divida em capítulos, que levam os nomes dos personagens principais, cada qual dando ênfase no respectivo personagem. O que pode a principio parecer um atraso na narrativa – eu mesmo fiquei com receio quando folheei o livro pela primeira vez – é superado pela excelente narrativa de George R. R. Martin - que esbanja em detalhes, conseguindo passar toda a imagem virtual de cada cenário, ou cada detalhe das armaduras, ou mesmo cada cena de batalha – que consegue criar personagens magníficos, e tão profundos que você não consegue identificar “apatia” nem no mais reles mercenário, e os sentimentos com relação a eles vão de amor à ódio extremo! Destaque para os odiosos Lannister, e principalmente os filhos de Stark: Robb, Bran, Arya, Sansa, Rickon e o bastardo Jon Snow, que diferem bastante entre si, buscando e mantendo suas convicções, até os lobos gigantes de estimação figuram entre os personagens prediletos, mesmo sendo apenas animais. 
Aqui a fantasia é citada como antigas raças que desapareceram: como os dragões extintos a milhares de anos, o povo da floresta – uma mistura de elfos e duendes - que a muito partiu para terras desconhecidas, e outras criaturas como mantícoras, sereias, etc... O continente onde se passa a história é completamente – com exceção ao norte da Muralha... – “civilizado”, então as aventuras clássicas da fantasia dão espaço ao Jogo Dos Tronos. A trama para a conquista do trono é bem arquitetada, e quando a guerra estoura, George R. R. Martin deixa claro como funciona as alianças entre as casas, e as estratégias de batalha. Outra coisa evidente na narrativa de Martin, são as chances de algo dar errado, aqui qualquer um pode morrer a qualquer momento, sem nenhum um pingo de glória. Com tão pouca previsibilidade, a trama se torna viciante, e com o decorrer do livro, as coisas se aceleram e você não quer mais parar de ler.
O sucesso é tão grande, que A Guerra dos Tronos, vai virar série, que estréia esse ano pela HBO. Então se você é fã de fantasia, ou crônicas medievais, não pode deixar passar uma das maiores pérolas do gênero!

Escritor: George R. R. Martin

Um comentário:

  1. Estou lendo e amando!! Faço minhas as palavras finais. É viciante e não consigo parar de ler. Quando estou longe do livro (como nesse momento), não páro de pensar nele...rsrsrs

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