sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

The Walking Dead (2010)


Finalmente chega ao fim a primeira temporada de uma das séries mais esperadas do ano: The Walking Dead. Mesmo mudando muito em relação a HQ, a série bate recordes de audiência, e mesmo dividindo os fãs, permanece forte para a segunda temporada.
Rick Grimes (Andrew Lincoln) é um policial, que depois de baleado acaba ficando em coma. Rick acorda no hospital meses depois, completamente sozinho. O mundo como ele conhece não existe mais, e tudo está devastado, e infestado por zumbis. Rick começa então a busca pela sua família. O que ele não sabe é que sua mulher e seu filho estão “sãos e salvos” num acampamento fora da cidade, junto com outros sobreviventes.
O elenco é excelente e corresponde as expectativas, com destaque para Andrew Lincoln o protagonista, que é um verdadeiro líder. Steven Yeun, Sarah Wayne Callies, Jeffrey Demunn, Jon Bernthal e Laurie Holden, dão vida a Gleen, Lori Grimes, Dale, Shane e Andrea respectivamente, e são muito parecidos com os personagens das HQ’s. Chandler Riggs é Carl Grimes, e fica a expectativa para a próxima temporada, pois sabemos que muito vai ser exigido do filho de Rick Grimes.
Para quem leu a HQ, logo no segundo episódio – que é o melhor da temporada – vai notar que a série parte para um rumo diferente, com novos personagens e uma trama alterada. Isso até que foi bem aceito, o problema é que com exceção do segundo episódio, os zumbis quase não aparecem, e o que se vê é uma grande embolação e uma grande perca de tempo, fazendo os seis episódios se tornarem cansativos – o episodio dos porto riquenhos por exemplo é ridículo. Outra coisa que não agradou tanto os fãs, é o clima de sobrevivência tão consagrado em filmes como: Extermínio, ou A Epidemia não fica evidente em The Walking Dead e o que se vê são os sobreviventes morando num acampamento de verão, com roupa lavada e comida fresca com direito a uma agradável fogueira no fim do dia.
Frank Darabont que provavelmente foi escolhido como diretor graças a seu excelente trabalho em O Nevoeiro, não conseguiu – ainda – mostrar a degeneração dos personagens, afinal vale lembrar que na HQ, os mesmos sofrem um verdadeiro trauma e perca de humanidade graças a situação em que vivem, e se legítimos sobreviventes, não tão bonzinhos mais, mas cobrar isso com apenas seis episódios seria idiotice também. Esperamos que a segunda temporada abranja  mais esse temperamento das personagens e tenha mais zumbis.
Outra coisa que Darabont preferiu não fazer, foi encerrar todos os ganchos de história na primeira temporada – o que teria sido bom, pois valorizaria mais o box quando lançado, e não teria tanta enrolação – e deixou a trama toda em aberta, possivelmente depois que a segunda temporada foi garantida.
A visão geral que se tem de The Walking Dead, é que a primeira temporada foi mais para mostrar os personagens sem entrar em dramas ou mesmo perigos. O cenário – com exceção da cidade de Atlanta – quase não foi explorado e a maior parte das filmagens se passou no acampamento. Mas com a confirmação de mais 13 episódios para a segunda temporada, podemos ver o lado negro de Darabont despontar novamente, e fica a espera para uma realmente boa série de zumbis. A primeira temporada é insípida, mas cumpriu o papel de sobreviver – e com sucesso – na audiência da TV americana, com um tema relativamente nerd. E para os fãs da Hq, fica a expectativa, que uma vez que tenha mudado tanto o roteiro, não se perca situações como o inverno, a cadeia, entre outros fantásticos ambientes criados por Robert Kirkman.
Apesar de tudo, The Walking Dead terminou sua temporada batendo recordes. Teve a estréia mais assistida do ano na TV a cabo, e teve o ultimo episódio assistido por mais de seis milhões de pessoas, e se tornou a série demo, mais assistida da história.

Direção: Frank Darabont
Episódios: 06

Canal: AMC


Nenhum comentário:

Postar um comentário