sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Xeque - Mate (Lucky Number Slevin, 2006)


Apesar do filme se chamar em inglês Lucky Number Slevin, a tradução para o português como Xeque-Mate não poderia ter sido melhor. Além de várias alusões ao jogo: cavalos, reis, torres, os peões, a trama se comporta como uma verdadeira partida de xadrez, onde as peças são posicionadas, manipuladas e sacrificadas, até a hora do “Xeque-Mate”, e qual será o “rei” que vai cair?
O filme conta a história de Slevin (Josh Hartnett), que vai para a casa de um amigo passar as férias, porém confundido com o tal amigo que desapareceu misteriosamente, Slevin acaba ficando a mercê de dois chefões do crime: O Chefe (Morgan Freeman) e O Rabino (Ben Kingsley), em eterna guerra, acabam usando Slevin no seu joguete. Como se não bastasse essa onde azar, Slevin ainda está sendo vigiado pelo detetive Brikowski (Stanley Tucci) e o terrível assassino Sr. Goodkat ( Bruce Willis). Agora cabe a Slevin, escapar dessa enrascada em que se meteu, num filme em que tudo pode mudar, e as coisas podem não parecer o que eram antes.
Se diferindo de filmes de ação, e mafiosos em geral, o roteiro de Xeque-Mate é ousado. Um filme que a principio não demonstra muitas pretensões, fazendo uma mescla com dramaticidade e comédia, começa a se mostrar cheio de reviravoltas, onde acontecimentos passados, aparentemente obsoletos, se voltam para formar uma trama rica em detalhes e arrebatadora. A reta final do filme é envolvente, e segura o espectador de uma forma violenta, mas comete o erro de explicar um pouco demais os acontecidos, e arrasta um pouco o final.
Não se podia esperar menos que uma participação estupenda dos atores envolvidos. Xeque-Mate, que conseguiu reunir com bastante competência grandes nomes do cinema, e com uma brilhante atuação, os atores contribuem para a criação de personagens carismáticos, e engraçados.
Enquanto Morgan Freeman e Ben Kingsley, nos brindam com vilões extremamente carismáticos – e ao mesmo tempo sádicos – cheios de bons diálogos e algumas piadinhas na ponta da língua, Bruce Willis se apresenta como um assassino frio e praticamente sem emoções, onde a única coisa que importa é o dinheiro. Por outro lado, Josh Hartnett e Lucy Liu é o casalzinho do filme, sempre de auto astral, alegres e despreucupados – Josh Hartnett desempenha excelentemente o papel de alguém que mesmo a beira da morte, não apresenta temor algum. Essa miscelânea de personalidades, é outro ponto alto do filme, que as reviravoltas da trama  também pode modificar.
O filme pode não ter sido um estouro nas bilheterias, fugindo do grande publico, e da linha de “raciocínio” do cinema pipoca, Xeque–Mate aposta mais nos fãs de cinema mais tradicionais, e com certeza vai guardar seu espaço nas prateleiras de um colecionador.
  

Direção: Paul McGuigan
Roteiro: Jason Smilovic
Duração: 109min
Distribuidora: FilmEngine


Um comentário:

  1. Excelente filme,me prendeu do início ao fim e faz jus ao seu último comentário...terá um espaço na coleção de quem coleciona bons filmes.Amo ler suas críticas.Muito bem elaboradas.Bjos

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