domingo, 1 de agosto de 2010

Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (Pirates of the Caribbean: At World's End, 2007)

O primeiro Piratas do Caribe foi um sucesso, com um roteiro interessante, cenas de ação maravilhosas, personagens inesquecíveis e uma excelente trilha sonora, o filme foi um expoente máximo no tema: piratas. A sua seqüência foi ainda melhor, usando efeitos especiais ainda mais inovadores, ele trouxe de volta todo universo criado no primeiro filme, com ainda mais profundidade, apostando num roteiro cheio de reviravoltas e cenas de ação, teria sido perfeito se não fosse um detalhe: ele não tem final, ele termina em aberto deixando para o terceiro filme finalizar a trilogia, esse é o problema, o terceiro filme...
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, simplesmente se perde. Ao invés de manter a formula dos primeiros filmes, ele tenta ser ousar em terreno desconhecido, tentando passar uma aura mais sombria para a série, além de se ver obrigado a fechar a trilogia explicando tudo o que não foi explicado, e aí que aparecem os problemas.
Agora o diretor da Companhia das Índias Orientais, Lord Cutler Beckett (Tom Hollander), depois de ter conquistado o coração de Davy Jones( Bill Nighy), usa o Holandês Voador para o extermínio de piratas. Para combater isso, os piratas resolvem reunir novamente “Os Nove Lordes da Corte da Irmandade”, que basicamente seria a reunião de todos os piratas existentes. Para conseguir isso, eles precisam trazer de volta a vida, um dos membros que havia sucumbido perante o Kraken: Jack Sparrow. Essa missão fica a cargo de Barbossa, Will e Elizabeth, que vão até Cingapura, ter com o Capitão Sao Feng (Yun-Fat CHow), um dos membros da irmandade, a espera da obtenção de mapas secretos, que levariam até o fim do mundo. Paralelos a isso tudo, tem a Deusa Calypso, encarnada em Tia Dalma (Naomie Harris), que pode ser a chave para o desfecho da história.
Ta, a idéia até que é interessante, mas já é confusa por si só, e nessa miríade de detalhes, que o roteiro se perde e se arrasta melancolicamente. O maior trunfo dos dois primeiros filmes, era a comédia e aventura em alta dosagem, mas em No Fim do Mundo, isso não existe, pois ao deixar a trama mais sombria, poucas cenas de comédia são vistas, e somando isso pouca ação, o filme se torna longo e tedioso. Outros fatores não passam despercebidos: Onde foi parar o grande monstro, e sensação do segundo filme? Isso mesmo, o Kraken, não tem participação nenhuma em No Fim do Mundo, se alguém esperava ver ele destruindo ou no mínimo sua destruição, tem que se contentar com a cena em que ele aparece morto jogado numa praia. O ritual de ressurreição de Jack Sparrow que tinha tudo para ser algo inovador, num passa de uma viagem chata e melancólica por águas geladas, o que vai fazer o espectador usar o fast – foward sem pensar duas vezes, culminando num dialogo pseudo-intelectual, entrevários Jack Sparrow’s o que vai deixar o publico no mínimo se perguntando o que seria aquilo. O par romântico da série, Elizabeth e Will, praticamente deixam o romance de lado, perdendo todo o seu peso na história, e acreditem o público não vai gostar do desfecho disso. Norrington, que era um excelente vilão nos dois últimos filmes, entra para a lista de exclusão ao lado do Kraken, e não tem participação efetiva no filme. Davy Jones, o demônio dos mares, passa a ser um cão mandado de Cutler, que em o Baú da Morte, não se impunha em momento continua o mesmo, mas no papel de vilão do filme? E qual o motivo de reunir “Os Nove Lordes da Corte da Irmandade” se eles simplesmente não participaram de nenhuma batalha? E Calypso? O que aconteceu com a chave para o desfecho da história?
Tudo isso contribui para Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, ser um fiasco – apesar da excelente bilheteria – mas não por conta de uma história batida, mas por única responsabilidade de seus produtores, não se pode aceitar depois de dois ótimos filmes, trazer um roteiro desses para a tela. Enfim, a sorte é que o rótulo Piratas do Caribe, se mantêm no topo, pelas suas primeiras impressões causadas, e pelo sempre excelente Jack Sparrow.
 O quarto filme está em produção, e agora depois disso leva muita pouca expectativa, ainda mais com a ausência de alguns personagens. Piratas do Caribe entrou para a história, sendo uma trilogia extremamente bem rentável, e com um final desprezível, agora resta a saber se ainda tem forças para sobreviver. Particularmente, eu torço para que sim, desde que não aconteça coisas como essas listadas acima.

Direção Gore Verbinski
Roteiro: Teddy Elliott, Terry Rossio
Duração: 168min
Distribuidora: Walt Disney Pictures

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