quinta-feira, 12 de agosto de 2010

John Constantine - Hellblazer: Congelado

Hellblazer, junto com as outras obras do amaldiçoado – no Brasil – Vertigo, se encontram finalmente em mãos de uma distribuidora de renome, e vai ganhando seu espaço nas bancas. Com histórias publicadas mensalmente na revista Vertigo, chega agora ao seu primeiro encadernado pelas mãos da Panini – que opta por encadernados mais viáveis em papel LWC, e capa cartão – que está publicando a partir de onde tinha parado as outras editoras. O encadernado traz as edições 157 / 163, escritas por Brian Azzarello.
Azzarello, é um dos mais renomados quadrinistas da atualidade. Depois de ter alcançado a fama com 100 Balas – um dos mais aclamados títulos policiais lançados pela Vertigo – acabou se tornando o primeiro americano a escrever Hellblazer, e deu uma nova face para a história do anti-herói, ao trazê-lo em uma viagem pelo “Lado Negro” dos EUA.
Congelado é o arco de histórias principal do encadernado, nele Constantine se encontra num bar, perdido no meio de uma nevasca. Com ele, nesse mesmo bar, se encontram além dos donos, uma família, e um bando de assaltantes, e para deixar a situação mais dramática, um suposto serial killer ronda a região. A história, ilustrada pelo excelente Marcelo Frusin, mostra como o roteiro de Azzarello é competente se tratando de enredos policiais. Constantine como sempre se mostra despreocupado e irresponsável o bastante para foder com quem se coloca em seu caminho, recorrendo aos seus poderes. O cenário ficou muito bom, e remete aos pub’s de cidades montanhesas, a nevasca constante conflita com o ambiente aconchegante, porém tenso de dentro da instalação. O enredo, consegue manter o clima de mistério que paira sob o frio.
A edição ainda conta com a rápida Morto e Enterrado, que só mostra um diálogo de Constantine e seus “fantasmas do passado”, mas é muito rápido, e passa batido. A história final sim, é bastante divertida e criativa. Almofadinhas e Ingleses, mostra John Constatine, no auge da sua adolescência, com visual punk e tudo que tem direito. Ainda longe de ser um mago, e de presenciar tudo o que o destino lhe reserva, Constantine já se envolvia com o sobrenatural, mas de uma forma menos “profunda”. Na trama, ele é contratado para roubar um “artefato mágico”, contar mais seria estragar a surpresa, pois o desfecho é realmente divertido.
      

Roteirista: Brian Azzarello
Arte: Steve Dillon, Marcelo Frusin, Guy Davis




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