sábado, 14 de agosto de 2010

Carrie, A Estranha (Carrie, 1974)


Carrie, A Estranha. Quem aqui nunca se sentiu no lugar de Carrie? Quem nunca foi alvo de gozações, ou de hostilidade, seja na escola ou na vida mesmo, mesmo que você seja a pessoa mais popular do mundo, de Carrie todo mundo tem um pouco. Você só num tem a capacidade de destruir o mundo com o poder da mente...
Stephen King é um dos maiores – senão o maior – nomes do terror na literatura mundial. Com mais de 50 obras publicadas, Stephen King é um dos favoritos dos leitores fãs do gênero, e também por hollywood, pois muitos dos seus livros viraram filme. E lógico que tudo isso teve um começo: Carrie, A Estranha, é o primeiro livro do escritor, mas mesmo depois de tantos anos, e muita experiência adquirida, Carrie ainda se mantêm como uma das obras mais fortes, e mais maduras do escritor.
Estudante da Barker Street Grammar School, Carrie era uma menina solitária, alvo de gozações e agressões, considerada o patinho feio da escola. Além da vida infeliz que sofria no mundo escolar, Carrie era filha de Margareth White, uma fanática religiosa da pior raça, que constantemente reservava a filha, os mais variados tipos de castigos e punições, para pagar os pecados que só ela via. Humilhada no lar, e no âmbito escolar, Carrie cresce taxada de pecadora – pelo simples fato de ser mulher - pela mãe, e como objeto de desprezo dos seus colegas, acumulando todo o ódio de uma vida. Soma-se tudo isso ao fato de que Carrie era telecinética, e com o poder de mover  objetos com o uso da mente. Numa tentativa de redenção, Sue Snell, convence seu namorado a levar Carrie para o baile de formatura, na esperança de trazer um pouco de paz para a vida da garota, mas uma última brincadeira de mal gosto por parte de Chris Hergensen, acaba levando Carrie ao seu ponto de ruptura, exaltando todo o seu ódio em forma de destruição...
A obra é realmente primorosa, e prende o leitor até o fim. A narrativa de King é extremamente realista, e mesmo se tratando de um tema sobrenatural, é impossível não se comparar com os personagens – extremamente realistas – da história, quem nunca se sentiu acuado, e oprimido como Carrie White, e quantas Chris Hargensen não existem por aí? E quem não se sente ao mesmo tempo complacente e egoísta como Sue Snell? Isso sem falar no fanatismo diabólico de Margareth White. É com personagens auto- identificáveis, e um mundo fluente e ao mesmo tempo odioso, que King conduz o leitor até o desfecho trágico de sua obra. O livro é escrito em dois tempos: são intercalados, o relatório que tenta explicar o massacre ocorrido em Chamberlein, e os flashback’s do passado, que coloca o leitor na pele de Carrie.
 O desfecho da excelente trama, é forte e trágico, e King consegue passar para o leitor todo o clima antes e depois da noite fatídica, prendendo o leitor de tal forma, que mesmo após o término da leitura, o enredo permanece grudado na sua mente, lamentando o triste destino das personagens. Obra Prima!





Escritor: Stephen King

Um comentário:

  1. Impreterivelmente uma história muito intrigante e empolgante. Isso porque só estou nas primeiras páginas, mas ao ler a crítica fiquei mais ansiosa pela leitura do que já estava. E pelo o pouco que já li, concordo plenamente: "De Carrie todo mundo tem um pouco".
    Ótimas considerações, maninho.
    Mal posso esperar pelo desfecho. rs

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