sábado, 5 de junho de 2010

Zumbilândia (Zombieland, 2009)


Filmes de zumbis, em geral não são nem de longe o ramo mais lucrativo do cinema, não costumam ser um primor de produção – grandes pérolas desse tema são filmes bastante undergrounds – e quase sempre contam com a mesma linha narrativa: um bando de pessoas tentando sobreviver a qualquer custo. O clima carregado, roteiro inexorável e uma quantidade “singela” de sangue e vísceras, afasta o “grande público”, mas por outro lado arrasta uma verdadeira legião de fãs fiéis ao estilo. Zumbilândia acerta em cheio ao vir na contramão.
Com uma produção digna de um bom filme de ação, Zumbilândia usa do bom humor para conquistar a platéia e se transformar no filme de zumbi mais lucrativo de todos os tempos, conseguindo algo um tanto quanto improvável: um blockbuster zumbi de comédia.
A grande diferença do roteiro de Zumbilândia, para ao roteiros de filmes de zumbis tradicionais é que ao invés de mostrar pessoas desesperadas para sobreviver em meio a um apocalipse Z, ele mostra pessoas na mesma situação mas não tão desesperadas assim, que querem saber mesmo é de se divertir.
Tenha bom preparo físico; atire duas vezes; cuidado nos banheiros; use cinto de segurança, são essas as quatro lições básicas para quem quer sobreviver a uma infestação de zumbis segundo o protagonista Columbus (Jesse Eisenberg), e é com a explicação de cada uma delas – narradas pelo próprio Columbus – seguido de um clipe sanguinolento, de From Whom Bell Tolls do Metallica, que tem início o empolgante Zumbilândia.
Columbus é um adolescente virgem – que na primeira vez que foi comer alguém, quase foi comido pela garota – que fica sozinho no mundo devastado, e assolado pelos seres putrefatos, seu maior desejo é encontrar uma namorada, mas ele não tem mais essa esperança, até que... ele topa com Tallahassee (Woody Harrelson). Não, Tallahassee não é uma garota, pelo contrário, é um cara durão que num tem medo de nada, e agora vive simplesmente pelo prazer de exterminar zumbis. Os dois continuam sua jornada em companhia um do outro, ambos em busca dos seus objetivos – o de Tallahassee, é comer pelo menos mais uma vez da sua rosquinha predileta, que parece ter sido extinta junto com a humanidade – até que topam com mais duas pessoas: Wichita (Emma Stone) e sua irmãzinha Little Rock (Abigail Breslin) – que de indefesas não tem nada.
Zumbilândia é um filme a parte na filmografia dos zumbis, mas não decepciona em momento algum, faz bonito pelo gênero – além de contar com uma participação especial muito engraçada de Bill Murray, impagável – e passa uma aura de otimismo muito agradável de se ver, afinal de contas é como diz o ditado: Ta no inferno? Abraça o capeta ou Ta num apocalipse Z? Abraça o zumbi... melhor não!
Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick
Duração: 88 min
Distribuidora: Sony Pictures

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