terça-feira, 25 de maio de 2010

Fúria de Titãs (Clash Of The Titans, 2010)


(Não contém muitos elogios, mas contém muitos spoilers)
Fúria de Titãs é um remake de um filme clássico da década de 80, mas como eu não assisti tal filme - e na boa, nem sou tão fã de filmes antigos – vou falar só o que achei desse Fúria de Titãs, do atual, do que esta passando agora, no seu cinema, corra lá e assista – ou não.
Perseu ostentando
              a cabeça da Medusa
Um dos filmes mais esperados dessa temporada pela maior parte do público, é também um dos mais broxantes – um dos melhores trailers do ano, rendendo um dos piores filmes - Fúria de Titãs conta a história de Perseu - interpretado por Sam Worthington, e mal interpretado diga-se de passagem – um herói da mitologia grega, filho de Zeus que na trama tem que destruir o Kraken – um monstro marinho colossal criado pelos deuses – para salvar a vida da princesa Andrômeda, que seria oferecida como sacrifício para o monstro. O filme começa mostrando o nosso herói como um pobre pescador forasteiro e quando você menos espera, ele já está dentro do palácio de Argos, no meio de uma legião de guerreiros, recusando uma taça de vinho da própria princesa. O roteiro ruim e mal trabalhado não termina aí, você ainda verá um Perseu inexperiente, partindo em uma aventura épica como figura principal, isso sem nunca ter segurado uma espada nem nunca ter lutado – e não, a desculpa que ele é um semideus, não cola nesse aspecto – e no fim das contas estará a plena, soltando mortais duplos, e cambalhotas – sério, que porra foi essa???
Personagens muito mal desenvolvidos são uma constante no longa, a começar pelo nosso insípido herói, passando por Draco (Mads Mikkelsen) líder da legião e que não sorria nunca, uma dupla de caçadores que apesar da força para serem engraçados, são no mínimo dispensáveis na trama. E destacando – negativamente – a dupla feminina do filme: Io (Gemma Arterton), uma humana – imortal – que aparece simplesmente do nada... e continua aparecendo até que quando você menos espera, está fazendo parte do grupo de Perseu guiando os nossos heróis em sua jornada e Andrômeda (Alexa Davalos) - do ponto de vista da lenda, uma das personagens principais – que tem uma participação ínfima no filme: participando de duas cenas apenas ela acaba por ser rejeitada pelo nosso herói – tipo, ele fez aquilo tudo e nem para comer ela? Fail. Outro que teve uma participação no mínimo mal aproveitada foi o Kraken (Equipe de Efeitos Especiais), com toda sinceridade um dos monstros mais interessantes do cinema: colossal, devastador, monstruoso, imponente, mas que teve uma participação muito breve e pouco empolgante – os ataques do Kraken de Piratas do Caribe 2 eram muito mais empolgantes. A propósito se teve um ponto alto no filme foram os monstros: a medusa, os escorpiões gigantes, o Pégaso, e o Kraken são dignos de qualquer filme de fantasia que já passou ou ainda está por vir – aquele que era para ser um dos maiores blockbusters do ano, tinha a obrigação de ser visualmente satisfatório – mas faltou uma participação mais efetiva dos monstros, ou talvez até mais monstros – o que tem de mais legal na mitologia do que suas criaturas?
O Kraken é um dos maiores monstros do cinema
mas não tem uma participação realmente boa.
O roteiro num peca só com os personagens, o próprio desenrolar da trama é chato e flutuante, com algumas forçadas de barra como: uma espada mágica que se materializa aos pés de nosso herói, o pégaso que simplesmente aparece quando mais se precisa dele, e uma travessia tosca e monótona por um dos lugares mais interessantes da mitologia: o rio Aqueronte e seu não menos famoso barqueiro Caronte – os dois são praticamente ignorados. As cenas de ação que foram o único ponto elogiado pela crítica, também não me agradaram – com exceção ao covil da Medusa que teve uma seqüência interessante – batalhas rápidas, escassas e que não encheram meus olhos.
Enfim é isso, um filme que tinha tudo para ser uma das grandes atrações do ano, não passou de um filme chato e muito mal aproveitado. Uma pena, acho que a mitologia grega ainda fica esperando um representante da sétima arte, que valorize toda sua grandiosidade e imponência. Não foi dessa vez, quem sabe um dia God Of War não consiga essa façanha – gostem ou não, o Kratos é o personagem mitológico mais legal que existe!
Direção: Louis Leterrier
Roteiro: Travis Beacham, Phil Hay, Matt Mandredi, Beverley Cross
Duração: 118min
Distribuidora: Warner Bros

Um comentário:

  1. filme toscão! nem pensar em ver em 3D, uma merda. que de 3D nao tem nada!

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